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2666 O segredo do mundo*

24 Feb

Comecei a ler a Bolaño em uma tarde de março do ano 2001 em Bogotá, quando minha amiga D. me colocou nas mãos um livro grosso de cor cinza. A imagem da capa era de três homens jovens, usando chapéus e uma roupa elegante, que

Roberto Bolaño

caminham por uma praia de cor vermelha, enquanto no fundo se vê o mar de um azul intenso e uma montanha. Ao colocar o livro em minhas mãos, D. me disse: “Lê isto. É a melhor coisa que leio há muito tempo”. Confiava no critério de minha amiga, que tinha me recomendado outras leituras reveladoras em um momento que parecia não encontrar nada que me inspirasse. Sua recomendação não me defraudou e nos dias seguintes, ou melhor, nas noites e madrugadas seguintes (pois era o único tempo disponível para ler que nesse momento me deixava um trabalho burocrático tedioso e extenuante em um escuro ministério colombiano) li como em êxtase Os detetives selvagens. Sigue leyendo

Em liberdade, de Silviano Santiago

24 Feb

Graciliano Ramos

Em liberdade de Silviano Santiago reproduce un supuesto diario que el escritor brasilero Graciliano Ramos habría escrito al salir de prisión en enero de 1937. Según Santiago, el escritor entregó los manuscritos del diario a un amigo y le pidió que sólo los diera a conocer 25 años después de su muerte. Sin embargo, en 1953, Graciliano le escribe a su amigo en vísperas de un viaje a Argentina para un tratamiento médico, pidiéndole que queme los originales. Su amigo nunca los quemó, aunque le afirmó al autor del diario haberlo hecho. Un mes después, Graciliano Ramos moría en Rio de Janeiro. En 1960, Santiago conoce en Rio al guardián del diario, que un día decide contarle la historia del manuscrito y su decisión de no quemarlo. Sigue leyendo